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Adquirentes de pagamento: para que servem e por que importam?

Adquirentes de pagamento: para que servem e por que importam?

Tomar decisões faz parte do dia a dia do empreender e fazer as escolhas certas é algo que depende de uma boa base de informações. Uma dúvida comum ao iniciar um negócio online, por exemplo, é definir como oferecer diferentes formas de pagamento: e isso não envolve apenas a escolha de boas taxas ou prazos.

No post de hoje, vamos tratar sobre adquirentes de pagamento, discutir suas vantagens e desvantagens e compará-lo rapidamente com outras opções para o seu negócio virtual. Confira!

O que são adquirentes de pagamento?

Muitas pessoas já utilizaram um adquirente de pagamento mesmo sem saber o seu nome: sabe as maquininhas de cartão que você encontra em praticamente qualquer loja? Pois bem, elas são o exemplo mais comum de adquirente!

Em outras palavras, o adquirente é uma empresa que transporta a informação de cartões de crédito e débito inseridas na máquina física — ou equivalente virtual — e realiza o faturamento junto ao lojista. Para que isso fique claro, vale a pena acompanharmos todo o ciclo de vendas feito por meio desse intermediário.

O processo começa quando o cliente insere suas informações de crédito ou débito em uma maquininha ou na página de pagamento de um e-commerce. Em seguida, os dados são enviados de forma segura para a adquirente por meio de um gateway de pagamento.

A adquirente, então, se comunica com as bandeiras de cartão de crédito e bancos emissores a fim de liberar a transação. Nessa etapa é que se confere, por exemplo, se o cliente tem fundos para realizar determinada compra ou não.

Com a transação autorizada, a empresa passa a contar o prazo para fazer o faturamento com o lojista — que, via de regra, gira em torno de 30 dias. O dinheiro é depositado ou transferido pelo comerciante após o abatimento de taxas: normalmente, essa cobrança não é feita por porcentagem do valor vendido, mas pelo número de operações.

Quais as vantagens de um adquirente?

A primeira vantagem do adquirente é que ele proporciona certa variedade de opções para compradores: é comum que eles recebam várias bandeiras ou, pelo menos, as mais tradicionais, como MasterCard e Visa.

Cada empresa pode ter gateways de pagamentos próprios, mas isso exigiria grande investimento em infraestrutura tecnológica e um bom trabalho burocrático para se fazer contratos com cada instituição financeira.

Além disso, o pagamento das transações é realizado diretamente na conta do lojista, o que é um bom ganho em comodidade e velocidade. O comerciante ainda pode fazer vendas parceladas e, dependendo do seu contrato, pedir um adiamento de recebíveis. Essa operação é taxada, mas pode ser um bom recurso para quem passa por problemas momentâneos de liquidez.

O adquirente também proporciona segurança para lojistas e clientes. Os dados transmitidos por seus gateways são criptografados e as informações bancárias (ou de cartões) ficam sob sua responsabilidade. Isso significa que vazamento de dados de clientes não precisa ser uma preocupação direta do lojista.

Ainda vale uma vantagem especial para o e-commerce: os adquirentes podem ser integrados à sua loja virtual de forma simples e garantir uma boa navegação no site. Isso porque, no momento do checkout, o comprador não precisa ser redirecionado para o endereço de outro serviço, como PagSeguro ou PayPal.

Por fim, o uso de adquirente de pagamento permite um bom controle de recebíveis. Os fornecedores, em geral, oferecem ferramentas digitais para que cada lojista acompanhe informações importantes, como o número de transações realizadas em um mês, a data dos próximos pagamentos etc.

Quais as desvantagens de um adquirente?

Essa é uma boa ferramenta para o varejo online, mas é preciso estar atento a algumas das características dessa solução. A primeira é a forma de lidar com as taxas.

A grande dor de cabeça de parte dos lojistas está, por exemplo, na tarifa de antecipação: 30 dias até o recebimento pode ser um longo tempo. E quando a compra é parcelada, o problema aumenta. Nesse caso, o lojista vai recebendo o pagamento fracionado na medida em que o cliente paga a sua fatura.

Para contornar essa limitação, vários consumidores solicitam um adiantamento de recebíveis. Muitos adquirentes permitem esse processo e todos eles fazem uma cobrança considerável sobre a operação: as taxas de antecipação podem variar entre 8% e 19%.

Mesmo que você não solicite o adiantamento, ainda precisa lidar com a tarifa de funcionamento. Em geral, o valor gira em torno de 5% das transações ou é feita uma cobrança de acordo com o número de operações realizadas via adquirente. Quem tem uma máquina física de cartão também precisa fazer o pagamento de aluguel do equipamento.

Por fim, vale lembrar que o uso de um adquirente na sua loja virtual pode demandar o investimento em um sistema antifraudes próprio, já que as empresas fornecedoras desse tipo de serviço nem sempre oferecem esse recurso.

Qual a diferença entre adquirentes e subadquirentes de pagamentos?

Os subadquirentes de pagamento também são conhecidos como intermediadores de pagamento e realizam o mesmo trabalho que os adquirentes, ou seja, o meio de campo entre clientes, lojistas e instituições financeiras.

A principal diferença ao utilizar o subadquirente é apostar em um serviço terceirizado: empresas como PagSeguro e PayPal, por exemplo, cuidam de todo o processo de transmissão de informações entre o checkout e os bancos, e também faturam as transações junto aos lojistas.

Outro ponto distinto que aparece na prática é o redirecionamento do cliente na etapa de checkout de uma loja virtual para uma página do intermediador. Pode parecer um detalhe pequeno, mas problemas nessa transição podem levar a um aumento considerável dos abandonos de carrinho.

No entanto, os subadquirentes são muito mais simples para o uso cotidiano e contam com recursos importantes, como sistemas de avaliação de riscos e antifraudes já integrados. E assim como os adquirentes, eles podem ser integrados à sua plataforma de e-commerce de maneira descomplicada.

O grande porém são as taxas e prazos: elas são mais altas que na contratação de um adquirente, tanto no valor por transação quanto nas solicitações de antecipação de recebíveis.

Ficou com alguma dúvida sobre adquirentes de pagamento ou subadquirentes? Faça sua pergunta ou deixe seu comentário abaixo.

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Sobre o autor
Marco Galvão
Marco Galvão Apaixonado por Marketing, formado em Administração, Pós-Graduando em Marketing e Gestão Estratégica de Negócios. Hoje também pesquisador e amante de assuntos relacionados a pagamentos online. Como Hobbies gosto de fotografar, ouvir música, viajar e cantar (mesmo sem saber) ! Bom tê-lo aqui comigo :)