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O que é CVV? Descubra a importância do Código de Verificação do Cartão

O que é CVV? Descubra a importância do Código de Verificação do Cartão

Você sabe aqueles três números que ficam atrás do seu cartão de crédito? Esse é o código de verificação CVV e ele é mais importante do que você imagina para a segurança em compras e pagamentos pelo cartão.

Quer saber por quê? Neste post, vamos explicar o que significa CVV, como ele funciona e dar dicas importantes sobre segurança tanto do lado do cliente quanto do comerciante.

O que é CVV?

CVV é a abreviação de “Card Verification Value”, que, em português, significa “Valor de Validade do Cartão”. No Brasil, também pode aparecer descrito como CVC, ou “Código de verificação do Cartão”.

As bandeiras de cartões de crédito utilizam essa sigla como referência ao Código de Segurança do Cartão (CSC). Utilizado como garantia de que o realizador da compra tem a posse do cartão utilizado fisicamente em suas mãos.

Logo, o código é uma das proteções mais importantes disponibilizadas contra fraudes e transações irregulares realizadas online. Você pode encontrar outras siglas para o mesmo código, isso depende muito da operadora responsável e dos seguintes casos.

  • em compras internacionais, a maioria das compras pedirá pela sigla CVV;
  • no caso da American Express, a nomenclatura deles é um pouco diferente: Card ID ou CID;
  • a Mastercard utiliza o CVC ou CVC2 – Card Validation Code.

Onde localizar o CVV e qual é a diferença dele para os outros números no cartão?

onde fica o cvv?

A única grande operadora que diferencia esse modelo é a American Express, com seu código de 4 dígitos na frente do cartão. Fora ela, as grandes operadoras de cartões como Visa, MasterCard e Dinners adotam o padrão de três dígitos para o CVV, que, geralmente, pode ser localizado no verso.

Ele é uma das quatro informações fundamentais que um cartão apresenta para garantir sua verificação de titularidade e posse e completar uma compra. Na parte da frente, você também encontra.

Número do cartão

Essa numeração extensa é o principal identificador de um cartão. É uma combinação única, mas que, ao contrário do que muitos pensam, não é gerada aleatoriamente.

  • o primeiro dígito define a bandeira do cartão (Visa, Mastercard, American Express etc.);
  • do segundo ao sexto dígito, identifica-se a instituição financeira emissora do cartão (Itaú, Banco do Brasil, Nubank, etc);
  • todos os números do sétimo ao penúltimo representam a conta daquele cartão e do cliente a qual pertence;
  • o último dígito é um código verificador capaz de identificar erros de digitação ou tentativas de fraude.

Data de validade

Nesse item, não há muito segredo. A data de validade corresponde ao mês em que aquele cartão deixará de ter utilidade e deve ser substituído por um novo. Além de ser uma informação importante ao dono do cartão, ela é muito utilizada no comércio também como mais um passo de validação para garantir que o cliente realmente o tem em mãos.

Nome do titular

Com o cartão em mãos, qualquer pessoa pode fazer uma compra por crédito, mas deve sempre informar o nome do titular. Esse nome está escrito também na parte da frente.

Geralmente, empresas de e-commerce e sistemas de pagamento usam mais essa informação como verificadora, pedindo que o cliente insira o nome como está impresso — nem sempre o nome completo do titular.

Como funciona o CVV?

O CVV é a última e mais importante barreira nesse processo de verificação. Ele é calculado a partir de um algoritmo criptográfico, um cálculo que leva em consideração o número principal do cartão e seu vencimento. Por isso, é único e impossível de ser descoberto sem acesso físico a ele, garantindo uma alta segurança ao usuário.

Outra questão importante é que, ao inserir o CVV do cartão durante uma transação, as operadoras proíbem que as empresas armazenem esse número. Ele deve ser obrigatoriamente excluído de qualquer banco de dados após a transação realizada.

Isso é fácil de perceber durante uma compra. É só reparar que, mesmo que você salve as informações do cartão em uma loja que utiliza com frequência, ela sempre irá pedir para que você insira o código CVV antes de realizar a compra. Esse dado nunca deve ficar armazenado no servidor.

Ou seja, o CVV tem como objetivo garantir que a compra ou transação esteja sendo realizada pelo titular do cartão, ou, pelo menos, que quem esteja realizando tenha-o em mãos. Por isso, a sua finalidade principal é a segurança.

O que o dono do cartão deve levar em conta para assegurar seu código de verificação CVV?

Agora que você entendeu a importância do CVV para a segurança de transações com cartão de crédito, vamos dar algumas dicas para proteger seus dados, tanto do lado do cliente quanto do vendedor. Veja primeiro o que você pode fazer como consumidor para não ter dor de cabeça no futuro.

Nunca anote o CVV

É costume de algumas pessoas anotar os dados do cartão para o caso de precisarem fazer uma compra quando ele não estiver por perto. Apesar de não ser uma prática recomendada, você pode até fazer isso, desde que nunca anote junto dessas informações o código de verificação CVV.

O fato de esse código ter 3 números facilita que você o decore e isso é suficiente para evitar que alguém, de posse do número e da validade do cartão, tente fazer compras sem o seu conhecimento.

Nunca envie o código de verificação CVV pela internet

E-mails, aplicativos de mensagem, redes sociais, todos esses canais de comunicação possuem brechas para que alguém mal-intencionado tenha acesso ao que você fala ou diz — pode ser um malware no seu computador, algum truque de engenharia social para roubar sua senha etc.

Por isso, evite mandar qualquer tipo de informação sigilosa por esses meios, ainda mais códigos tão importantes quanto o CVV.

Não forneça seu código por telefone

Também não é recomendado passar esses códigos por telefone, a não ser que você tenha ativamente ligado para uma instituição financeira ou uma loja que faz televendas.

O risco de interceptação desses dados é muito menor quando falando por meio das operadores de telefonia, mas nunca é demais se precaver a esses riscos.

Não faça compras em redes públicas

Redes públicas, como o Wi-Fi de lojas, restaurantes e shoppings, são bastante vulneráveis ao roubo de informações. Portanto, se você quer comprar algo pela internet, é melhor esperar um pouco e fazer de casa.

Preste atenção nos certificados do e-commerce

O maior uso hoje do CVV é no e-commerce, pois ele é o principal dado de verificação na hora de concluir uma compra. Como dissemos, a loja não pode armazenar essas informações, mas existem muitos criminosos que criam sites falsos para enganar clientes e roubar seus dados.

Portanto, só compre pela internet se a página tiver certificados de segurança, endereço fixo e recomendações positivas de outros clientes. Assim, você tem mais segurança na compra e tem a quem reclamar se algo de errado acontecer.

Como um e-commerce pode contribuir para a segurança do cartão em transações?

Para melhorarmos a segurança em transações financeiras, esse não pode ser um cuidado apenas do cliente. Donos e gerentes de e-commerce precisam também fazer a sua parte para evitar problemas sérios e até criminais. Veja algumas dicas.

Nunca salve ou imprima o código dos clientes

Já comentamos bastante que é proibida a retenção do CVV por empresas, mas vamos reforçar: sob nenhuma hipótese, você pode registrar esse número.

Isso significa armazenar no banco de dados, colocar em uma planilha ou até imprimir em documentos e notas fiscais. O CVV é um código de verificação e sua utilização termina quando a compra é aprovada.

Tenha um site com criptografia

Se você tem um e-commerce e quer atrair mais público, precisa começar por ganhar sua confiança. Certificados de criptografia SSL garantem que não há como interceptar os dados entre cliente e site, uma tranquilidade para ele e um diferencial competitivo para você.

Invista em gateways ou intermediadores de pagamentos

Para garantir velocidade e confiabilidade no processo de verificação do CVV, sem desrespeitar leis (nem que seja intencionalmente), a melhor saída é contar com serviços que automatizam todo o processo de compra.

Os gateways e os intermediadores de pagamento são ferramentas terceirizadas e especializadas na compra com segurança, que fazem a ponte entre o comprador, a operadora do cartão e o vendedor.

Esse tipo de solução agiliza o fluxo de compra desde o carrinho até a conclusão, dá mais liberdade ao comprador escolher formas de pagamento e uma sensação maior de segurança.

Do seu lado, esses softwares são focados na verificação ágil de inconsistências nos dados e podem impedir uma compra ao menor sinal de fraude.

Afinal, saber o que significa o CVV não é apenas uma questão de facilitar as suas compras online, mas um jeito de se informar sobre a segurança de cartões de crédito e se precaver. Ninguém quer passar pela dor de cabeça que é ter seus dados utilizados para compras sem seu conhecimento.

Seja do lado do varejista ou do cliente, preocupar-se com a segurança do código de verificação CVV é um esforço em conjunto para facilitar a vida de todos e permitir que façamos compras com cada vez mais tranquilidade.

E aí, gostou do artigo? Agora que você sabe o que significa CVV e a sua importância, é hora de espalhar essa informação! Você pode começar compartilhando este post nas suas redes sociais.

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Sobre o autor
Thadeu Arias
Thadeu Arias Designer Gráfico e Web, sua passagem por agências de publicidade, como Diretor de Arte e Criação, trouxeram experiência em Fotografia, Cinegrafia e Motion Graphics. Acredita que através do Design, pode ajudar a melhor o dia a dias das pessoas. Estuda estratégias de SEO e Growth Hacking, especialista em Inbound Marketing e Produção de Conteúdo para Web 2.0.