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Confira os dados do primeiro semestre do E-commerce Brasileiro

Confira os dados do primeiro semestre do E-commerce Brasileiro

O E-commerce brasileiro acaba de fechar os dados do primeiro semestre do ano de 2018. E para a felicidade dos lojistas, os resultados apurados vão além dos esperados.

De acordo com o 38º Webshoppers, do Ebit/Nielsen, o primeiro semestre do comércio eletrônico nacional trouxe uma alta de 12,1% em relação ao mesmo período do ano anterior (2017). Este número ultrapassa a casa dos 23,5 bilhões de reais.

A expectativa é que o comércio eletrônico feche 2018 com vendas de R$53,4 bilhões, alta de 12%, diante dos R$47,7 bilhões registrados em 2017. O número de pedidos deverá crescer 8%, atingindo a marca de 120 milhões, e o tíquete médio com alta de 4%, rumo aos R$445.

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O faturamento no m-commerce ampliou 30% na comparação entre os períodos, de R$5,2 bilhões para R$6,7 bilhões. O número de pedidos passou de 12,4 milhões para 17,4 milhões, expansão de 41%; já o tíquete médio, por sua vez, caiu de R$417 para R$386, retração de 7%.

Quais resultados são destacados na pesquisa?

Perfil do consumidor

Segundo o relatório houve um aumento no número de usuários que realizaram ao menos uma compra pela internet, e que totalizou aproximadamente 27,5 milhões de pessoas. Sendo o aumento expressivo de 7,6%. De acordo com os responsáveis, este crescimento está ligado diretamente ao aumento do número de usuários com acesso a smartphones no país.

Isto porque constatou-se um crescimento de 41% no número de pedidos realizados por dispositivos móveis

Ticket Médio

O ticket médio por compra online no período teve uma queda de 7%, e o relatório prevê que o ano possa fechar com um aumento de 4%, considerando as datas sazonais como Black Friday e Natal.

Porém, em linhas gerais o E-commerce deve fechar o anos com um aumento de 12% e o número de pedidos deve crescer até 8%

Participação por categoria

Quando analisadas as categorias com maior volume de pedidos, Cosmético e Perfumaria saem na frente com uma participação de 15% das vendas, seguido de moda e acessórios, que representam 14,5%.

De acordo com os responsáveis pelo estudo a participação de Cosméticos e Perfumaria resulta da grande participação das fabricantes no E-commerce, onde a maioria delas possui além dos canais de venda tradicionais sua própria loja virtual.

Participação por região

Um dos dados mais interessantes foi o da participação das regiões no comércio eletrônico, isto porque houve um crescimento das vendas fora da região sudeste, considerada a principal. A região Sul, por exemplo, teve um crescimento de cerca de 245 dos pedidos, e coincidentemente apresenta a menor taxa de desemprego do Brasil.

  • Sul (16,9%)
  • Centro-Oeste (6,8%)
  • Norte (2,7%)
  • Nordeste (12,4%)  
  • Sudeste (61,2%)

Gênero e Idade

Outro dado que chamou a atenção no relatório, foi que pela primeira vez a porcentagem de mulheres como consumidoras online, superou a quantidade de homens, ficando 51,5% contra 48,5% respectivamente.

Podemos relacionar com as categorias mais vendidas, já que o público feminino tem como maior volume de compra as categorias de Cosméticos e Perfumaria, seguido de roupas, acessórios, entre outros relacionados a moda, casa e família.

Ainda neste campo, a pesquisa revelou que a média de idade dos consumidores está entre 35 e 49 anos de idade. Podemos considerar que idades abaixo da faixa geralmente são mais exigentes na hora do consumo e mais desapegados a marcas, já os que estão acima, são mais resistentes a compras online, ou desconfiados.

É uma característica do E-commerce Brasileiro que possui uma grande dificuldade na comunicação com as duas gerações.

Dispositivos Móveis

Como dito anteriormente houve um crescimento significativo de 7,4% na participação de smartphones na realização das compras online, o que representa 39,6%. Segundo a Ebit/Nielsen, esse número chegará aos 50% já em 2020.

Curiosidades que valem a pena saber (Fonte: Radar E-commerce)

  • Os estados de SC, RS e RJ, representam os estados com maior conversão. com respectivamente 1,6%, 1,5% e 1,6%;
  • Apesar de SP possuir o maior número de pedidos a nível nacional ele está em 6º lugar nas taxas de conversão com 1,4%;
  • As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, representam juntas mais de 35% dos pedidos nacionais;
  • O número de clientes fidelizados está em torno de 60%, ou seja, 60% dos clientes foram fidelizados;
  • Nos marketplaces as categorias mais vendidas são: Cama, Mesa e Banho, Ferramentas e Bebê e Crianças;
  • As categorias com maior tempo de navegação são: Moda intima e Moda e Acessório;
  • A categoria com maior ticket médio é a de Eletrodomésticos com valor aproximado de R$ 669,40;
  • Aproximadamente 82% dos carrinhos criados são abandonados;
  • A taxa média de rejeição, no primeiro semestre dois de 52%;
  • 52% dos pedidos são originados pelo Google;
  • O cartão de credito ainda é líder como meio de pagamento escolhido, com 62% dos pedidos;
  • Os cartões também possuem a maior taxa de aprovação comparado aos outros meios, com 88%;
  • A taxa de aprovação de boletos está em torno de 48,7%.

 

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Sobre o autor
Marco Galvão
Marco Galvão Apaixonado por Marketing, formado em Administração, Pós-Graduando em Marketing e Gestão Estratégica de Negócios. Hoje também pesquisador e amante de assuntos relacionados a pagamentos online. Como Hobbies gosto de fotografar, ouvir música, viajar e cantar (mesmo sem saber) ! Bom tê-lo aqui comigo :)