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Economia colaborativa: como transformar a sua ideia em um negócio?

Economia colaborativa: como transformar a sua ideia em um negócio?

Na economia colaborativa, todos os envolvidos, sejam clientes ou fornecedores, devem se beneficiar com o modelo de negócio. Também chamado de comércio colaborativo, compra compartilhada e consumo de colaboração, a ideia por trás desse modelo de negócio é a troca.

Ou seja, consumidores e empresas passam a compartilhar serviços e produtos com outros players do mercado. Dessa forma, deixa de existir a necessidade da compra e entra em cena a ideia de que todos têm algo a oferecer e isso pode favorecer o mercado como um todo.

Neste post, vamos apresentar o conceito de economia colaborativa, dar exemplos de negócios desse tipo e analisar as possibilidades de entrar nesse mercado. Confira!

Conceito de economia colaborativa

Com 3,5 milhões de views em seu Ted Talks, Rachel Botsman é uma das maiores especialistas em economia colaborativa. Para ela, o conceito baseia-se em três pilares:

  • Compartilhar serviços: como empresário ou consumidor, você destaca determinada necessidade da sua empresa. Em vez de focar a compra de um produto para satisfazer essa necessidade, busca formas de resolver a questão sem envolver o consumo.
  • Vida colaborativa: nesse estilo de vida, as pessoas compartilham recursos, habilidades e serviços com outras pessoas.
  • Redistribuição de mercado: para reduzir o consumo, entra em cena a possibilidade de reutilizar ou reciclar itens. Dessa forma, reduz-se a necessidade de comprar e quando algo deixa de ser necessário, é possível procurar uma nova utilidade para o produto, seja com outra empresa, consumidor ou outra forma de uso.

Exemplos

Um dos exemplos de economia colaborativa é o Uber. No aplicativo, qualquer pessoa pode se cadastrar como motorista e transportar passageiros quando tiver disponibilidade. O aplicativo pode ser usado como forma de gerar renda por quem deseja ser apenas motorista e pode ser usado apenas com base na cobrança de tarifa por aqueles que querem ser apenas passageiros.

Mas também cabe no seu formato o conceito de compartilhar trajetos: os usuários podem pagar mais barato pela corrida ao dividir o carro e podem utilizar o mecanismo tanto como passageiro quanto como motorista, envolvendo de forma mínima o pagamento.

Outro exemplo desse tipo de plataforma é o Airbnb, no qual as pessoas podem disponibilizar as suas residências ou um quarto para locação. Há quem utilize o mecanismo para gerar renda, mas também há quem receba visitantes e depois use o sistema para se hospedar durante as suas viagens, praticamente eliminando a questão monetária.

Dessa forma, as pessoas conhecem visitantes de outras regiões e compartilham não apenas o quarto, mas trocam conhecimentos: o turista tem contato com a cultura da família e da cidade local, e aqueles que alugam espaços têm a chance de receber pessoas de todo o mundo e fazer novas amizades.

Os escritórios de coworking, compartilhados por empresas e empreendedores, também representam um negócio colaborativo. Despesas com energia, luz, água e aluguel são partilhadas nesse modelo de negócio e há a possibilidade de realizar parcerias com outras empresas, facilitadas pela convivência.

Estatísticas

Segundo estatísticas da consultoria PWC, anualmente, a economia colaborativa movimenta cerca de US$15 bilhões em todo o mundo. O setor está em franco crescimento e, até 2025, esse valor deve chegar a US$335 bilhões.

No Brasil, também há grande interesse pelo tema. Uma pesquisa do Movimento Cidade Colaborativa constatou que 40% das pessoas entrevistadas disseram curtir alguma página ligada à economia colaborativa.

Vantagens

Agora que conhecemos o conceito de economia colaborativa, vamos falar sobre os benefícios que esse modelo de negócio propicia.

Redução de preços

A economia colaborativa não seria viável se não trouxesse benefícios econômicos para os envolvidos. Além da variedade de oferta de produtos e serviços, o sistema propicia uma redução dos custos do negócio pela adoção do sistema colaborativo.

Atendimento personalizado

Na economia colaborativa, a necessidade do cliente é o foco principal. Por isso, a negociação é um diferencial do processo e imprime uma qualidade diferente ao atendimento. A ideia é que o consumidor tenha as suas necessidades atendidas de maneira respeitosa e personalizada.

Fonte de inspiração

Embora você possa ler blogs, revistas e livros para se inspirar, se você não estiver se comunicando, compartilhando e discutindo essas informações, os benefícios serão limitados. É vital trocar informações para obter novas perspectivas.

Isso aciona a sua criatividade, faz você revisar as informações recebidas de maneira objetiva e adicionar novos contextos aos dados que você está coletando para poder usá-los com eficiência. Ir além do que você faz e vê todos os dias para explorar a colaboração pode ser inspirador.

Networking

Empresários de sucesso têm interesse em conhecer novas pessoas e construir uma lista de contatos e colegas. Ser bem-sucedido nos negócios exige que você faça conexões e forme alianças de maneira consistente.

Embora nem todos os contatos que você faça resultem em colaboração, toda vez que você entrar em contato com alguém para explorar essa possibilidade, você estará expandindo a sua rede.

Resolva problemas em conjunto

Existe uma razão pela qual o crowdsourcing é tão popular: se uma pessoa não pode realizar algo por conta própria, duas, três ou mais pessoas podem ser capazes de fazê-lo.

Pense no último problema complexo que você enfrentou no seu negócio. Quando temos dificuldades, a maioria de nós procura imediatamente um parceiro, mentor ou outro recurso confiável, que age como uma caixa de ressonância e nos ajuda a resolver o problema.

Quanto mais difícil for o problema, mais nos beneficiaremos com a opinião de alguém de fora da situação. Quando você adiciona novos pontos de vista e experiências aos seus contatos, a chance de o resultado final transcender a dificuldade inicial aumenta.

Incorpore tecnologia

Para o Uber, o Airbnb ou qualquer aplicativo de economia colaborativa cumprir o seu propósito, ele depende de dispositivos móveis, redes sociais e armazenagem de dados em nuvem para exercer as suas funções.

As pessoas aprendem sobre esses aplicativos nas redes sociais. Compartilham as suas experiências enquanto consumidores pela internet. Tudo isso é alimentado usando tecnologia.

Na economia colaborativa, o trabalho não é reinventado apenas com a criação de novas tecnologias, mas sim com o uso da tecnologia para revolucionar antigos métodos. A prova disso está na capacidade de aplicativos como o Uber e o Airbnb de alterar o mercado: táxis existem há décadas, o Uber mudou esse mercado. A rede hoteleira está se remodelando diante do Airbnb e assim por diante.

Portanto, se você deseja participar da economia colaborativa, pode fazer isso tanto como consumidor quanto como empresário e pode tanto um novo modelo de negócio ou ainda remodelar a mentalidade da sua empresa para a troca e reutilização em vez do consumo.

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Sobre o autor
Marco Galvão
Marco Galvão Apaixonado por Marketing, formado em Administração, Pós-Graduando em Marketing e Gestão Estratégica de Negócios. Hoje também pesquisador e amante de assuntos relacionados a pagamentos online. Como Hobbies gosto de fotografar, ouvir música, viajar e cantar (mesmo sem saber) ! Bom tê-lo aqui comigo :)